segunda-feira, 20 de julho de 2026

Nordeste responde por 21,79% do saldo de vagas formais em abril, segundo o Caged

Setor de construção manteve trajetória de crescimento e registrou saldo positivo em todos os estados nordestinos - Foto: nenovbrothers (Depositphotos)
Setor de construção manteve trajetória de crescimento e registrou saldo positivo em todos os estados nordestinos - Foto: nenovbrothers (Depositphotos)

 

O Nordeste ampliou sua participação na geração de empregos formais no país em abril. A região respondeu por 21,79% do saldo nacional.

Diante disso, o percentual representa um avanço expressivo em relação a março. A saber, a participação regional havia sido de apenas 11% anteriormente.

Os dados são do Caged. Ademais, eles foram analisados pela Sudene e estão disponíveis na plataforma Data Nordeste.

Ao longo de abril, a região registrou 317.689 admissões contra 298.975 desligamentos. Por consequência, o saldo final ficou positivo em 18.714 postos.

Nesse sentido, o Nordeste já soma 70.137 empregos formais gerados no acumulado do ano. Esse volume equivale a cerca de 10% do saldo nacional.

Inclusive, a média mensal de vagas criadas em 2026 ficou em 17,5 mil postos. Portanto, o mercado regional mostra sinais claros de reação.

 

Recorte geográfico e perfil demográfico

Os municípios do bioma Caatinga responderam por mais da metade do saldo regional. Foram 9.714 vagas criadas nessa área geográfica.

O semiárido concentrou 6.495 novos postos de trabalho. Isso representou uma participação de 34,71% no saldo total do Nordeste.

O mercado de trabalho nordestino voltou a ser impulsionado principalmente pelas mulheres. O público feminino garantiu 14.053 vagas em abril.

Logo, elas responderam por cerca de 75% do total regional. Em contrapartida, os homens somaram apenas 4.661 novos postos no período.

Apesar disso, a diferença salarial permaneceu alta. A remuneração média das mulheres foi de R$ 1.980,63, enquanto a dos homens alcançou R$ 2.095,65.

Outro fato relevante foi a concentração de vagas entre trabalhadores com ensino médio completo. Esse segmento respondeu sozinho por 22.924 novos empregos.

Dessa forma, reforça-se a demanda por qualificação intermediária. Por outro lado, houve fechamento de postos entre trabalhadores com menor escolaridade.

 

Destaques entre os estados

A Bahia liderou a geração de empregos formais no Nordeste. O estado registrou um saldo positivo de 8.461 vagas em abril.

Logo depois, aparecem os estados do Ceará, com 3.509 postos, Pernambuco, com 3.340, e Paraíba, com 2.017 vagas.

Similarmente, Maranhão, Sergipe e Piauí também fecharam o mês com saldos positivos. Contudo, Rio Grande do Norte e Alagoas registraram retração nas vagas.

 

Análise do desempenho setorial

O setor de Serviços continuou como o principal motor da economia. O segmento registrou um saldo de 19.811 vagas em abril.

Nesse contexto, Pernambuco e Bahia concentraram os maiores resultados absolutos. O avanço foi puxado pelas atividades administrativas e serviços complementares.

A Construção manteve sua trajetória de crescimento contínuo. O setor criou 7.408 empregos formais e cresceu em todos os estados.

O setor de Comércio registrou um saldo positivo geral de 142 postos. O Ceará liderou o ranking desse segmento com 508 vagas.

Em sentido oposto, a Agropecuária e a Indústria pressionaram negativamente o resultado. O setor agropecuário encerrou o mês com déficit de 5.269 postos.

A indústria fechou 3.376 vagas formais na região. Os dados completos podem ser consultados diretamente na plataforma Data Nordeste.

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