A 26ª edição da PEC Nordeste, promovida pelo Sistema Faec/Senar/Sinrural em parceria com o Sebrae Ceará, começou nesta quinta-feira (15) com expectativa de movimentar até R$ 15 milhões em negócios. O encontro segue até neste sábado (17/6), no Centro de Eventos. A abertura contou com a presença do governador do Ceará, Elmano de Freitas, além de outras autoridades e políticos cearenses.
Ao abrir os trabalhos, o presidente da Faec, Amílcar Silveira, disse que a PEC Nordeste é o maior evento do setor na história do Estado. Ressaltou o desempenho dos produtores rurais cearenses e disse que ninguém cresce no agronegócio sozinho. “Precisamos de parcerias gigantes para realizar este evento e, juntos, transformaremos o agronegócio cearense. Precisamos produzir mais, gerar empregos no campo para vender alimentos a preços mais baixos. Aqueles que produzem mais conseguem vender a preços mais acessíveis. Os produtores rurais precisam de parcerias para acabar com a fome, e temos a responsabilidade de fazer isso pelo Ceará”, destacou.
Ele acrescentou que durante o evento haverá capacitação dos produtores. Dessa forma, a PEC Nordeste será capaz de ajudar a transformar a vida dos produtores rurais no interior e a impulsionar a produção e qualidade de seu trabalho.
Silveira frisou o tamanho da estrutura da PEC Nordeste e o desempenho de algumas atividades do agronegócio cearense. “43% do camarão do país é do Ceará. Nós vivemos em um local excelente para produzir. Temos mais de 2 milhões de pessoas vivendo em área rural e mais de 920 ocupadas com o campo. Somos o maior exportador de banana para a Europa, os maiores produtores de mamão do mundo e o terceiro maior na produção de flores”, disse ao reiterar que a Faec atende, atualmente, seis mil produtores rurais cearenses, mas possui projeto para expandir para 12 mil.
Um dos pequenos produtores animados com o evento é o senhor José Atacídio de Araújo, de Morrinhos. Ele é produtor de castanha e cajuína e projeta um ano bom. Em 2022, por exemplo, ele produziu cerca de 40 mil quilos de castanha e 10 mil litros por ano de cajuína. “Esse ano quero produzir mais. Pelo que vi das discussões aqui acredito que será para nós, pequenos produtores. Estou animado com o ano, muito embora o preço da castanha esteja baixo, mas acredito que tudo vai melhorar”, disse.
Presente ao evento, o presidente da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), Ricardo Cavalcante, ressaltou a importância da união dos setores. “Nós, que trabalhamos no setor produtivo, estamos de mãos dadas com o setor primário. Precisamos estar alinhados. Temos muitas empresas e indústrias aqui, que trabalham e contribuem com o setor primário. É um momento muito importante para a economia do estado. Precisamos ter a produção de todos os setores alinhados em um propósito só. Esperamos que a taxa de juros comece a cair para não atrapalhar e a projeção é que o segundo semestre do ano seja ainda melhor”, disse. Com informações do Otimista e da Faec.







