sexta-feira, 5 de junho de 2026

Aquiraz, Eusébio, Itaitinga e Fortaleza recebem vacina da dengue nesta sexta-feira

Mosquito transmissor da dengue — Foto: Divulgação
Mosquito transmissor da dengue — Foto: Divulgação

Fortaleza, Aquiraz, Eusébio e Itaitinga vão receber nesta sexta-feira (26/4) as primeiras doses da vacina contra a dengue, enviadas pelo Ministério da Saúde.  Ao todo, o Ceará vai receber 169.513 doses da vacina. Elas serão distribuídas da seguinte maneira:

Fortaleza: 154.376
Eusébio: 5.641
Aquiraz: 5.428
Itaitinga: 4.068

A distribuição da vacina contra a dengue no Brasil teve início no mês de fevereiro, em meio a um recorde de casos da doença e de mortes em decorrência dela. Inicialmente, 16 estados e o Distrito Federal receberam o imunizante, mas o Ceará não estava entre os contemplados por conta do baixo número de casos de dengue no estado.

Agora, conforme o anúncio desta quinta-feira (25/4) do Ministério da Saúde, Ceará, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso e Rio Grande do Sul também vão receber o imunizante.

No dia 17 de abril, o Ministério da Saúde recomendou a ampliação da vacinação contra a dengue para o público de 4 a 59 anos nos municípios que tenham doses disponíveis, como mais uma forma de combater o cenário alarmante da doença.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), o estado tem ido na “contramão” do cenário nacional. De janeiro a abril, o Ceará teve apenas 2.641 casos de dengue confirmados e um óbito provocado pela doença.

Antonio Lima Neto, secretário Executivo de Vigilância em Saúde da Sesa, explicou quais fatores contribuem para esse cenário. “O que tem acontecido, pelo menos nos últimos oito ou dez anos, é que a transmissão de dengue no Ceará (praticamente em todo o Nordeste) tem se mantido baixa em relação à série histórica”, comentou.

Ele disse que o cenário se tornou mais evidente após a pandemia de Covid-19, com vários casos de epidemias vistos no Centro-Sul do Brasil. Uma das causas prováveis é a expansão do mosquito Aedes aegypti para outros estados ligada ao aquecimento global. “Durante muitos anos, estivemos solitários nessa situação. O Nordeste era onde praticamente se tinha exclusivamente epidemia de dengue; às vezes, com Rio de Janeiro ou Goiás”, lembrou o secretário

Atualmente, os tipos 1 e 2 de dengue são os que estão em maior circulação. Ambos já causaram epidemias no Ceará, o que contribui para o baixo número de casos no estado, uma vez que a infecção causa, posteriormente, imunidade à pessoa infectada. O secretário, no entanto, disse que não se deve falar em imunidade de rebanho ou coletiva. “Mas aqui tem uma fração maior da população que não pode ter a doença, em comparação com o resto do Brasil, porque a população já teve [a dengue desses tipos]”, explicou. Com informações do G1CE. 

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