terça-feira, 21 de julho de 2026

BNDES apoia projeto de R$ 14 milhões para regenerar corais entre a Bahia e o Ceará

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

 

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou o repasse de R$ 6,6 milhões em recursos não reembolsáveis para o projeto Coral Vivo Regenera, do Instituto Coral Vivo (ICV).

Tendo em vista que o investimento total soma R$ 14 milhões, esta operação configura-se como a terceira contratada no âmbito da Chamada Pública BNDES Corais — a qual é considerada, atualmente, a maior iniciativa do país voltada à recuperação de ecossistemas recifais.

No que diz respeito à sua abrangência, o projeto atuará nos recifes de coral rasos situados entre a Bahia e o Ceará, cobrindo nove unidades de conservação e áreas prioritárias.

Dentre elas, destacam-se a APA Costa dos Corais (AL/PE), o Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA) e o Parque Nacional Fernando de Noronha (PE).

Ademais, a iniciativa combinará ciência e inclusão social através de seis eixos principais, tais como o monitoramento de branqueamento, a implantação de estações de regeneração (ECoViRA) e, paralelamente, o apoio a alternativas de renda para comunidades tradicionais.

“Com o BNDES Corais, o governo está apoiando ciência e inovação em um dos ecossistemas mais ameaçados do planeta”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

De acordo com sua visão, os recifes são vitais, visto que ajudam a proteger a costa e, por conseguinte, sustentam a pesca e o turismo regional.

Nesse mesmo sentido, a diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, reforça que a aprovação demonstra a estratégia do Banco de levar recursos diretamente aos territórios.

Ela sublinha, ainda, que o compromisso do Brasil com uma transição ecológica justa passa, inevitavelmente, pela segurança alimentar e pela proteção das comunidades costeiras que dependem do mar.

Sob a ótica de Emiliano Calderon, presidente do Instituto Coral Vivo, o investimento representa não apenas um reforço financeiro, mas também a possibilidade de colocar o Brasil na vanguarda da restauração de recifes e do cumprimento de metas internacionais.

Receber este apoio do BNDES representa um passo importante para fortalecer a conservação dos recifes de coral no Brasil. O investimento permitirá ao Instituto Coral Vivo avançar no desenvolvimento de técnicas e diretrizes para a restauração de recifes e ambientes recifais, ampliando assim a resposta aos impactos das mudanças climáticas. Além de fortalecer a proteção da biodiversidade marinha, o financiamento posiciona o Brasil de forma estratégica no avanço das metas da Década do Oceano e da Década da Restauração de Ecossistemas, pactuadas no âmbito da ONU.”

 

Contexto e histórico

A respeito da Chamada pública BNDES Corais, lançada em abril de 2024, o programa surge como uma resposta urgente à perda global de cobertura recifal.

Vale ressaltar que, embora esses ecossistemas ocupem menos de 0,1% da superfície oceânica, eles abrigam, surpreendentemente, um terço de toda a biodiversidade marinha.

Quanto ao Instituto Coral Vivo, a organização possui raízes sólidas em pesquisas iniciadas nos anos 1990 no Museu Nacional/UFRJ.

Fundado formalmente em 2013, o ICV atua há mais de 20 anos na conservação de ambientes coralíneos, restingas e manguezais.  O Regenera conta com cooperação técnica da USP, UFRPE, UFRN, UFOPA, UFC, UFAL, UFS, UFF, ICMBio, MMA e do próprio Eco Parque.

Por fim, o Projeto Coral Vivo, que deu origem à instituição, mantém uma parceria contínua com a Petrobras e o Arraial d’Ajuda Eco Parque, entre outros colaboradores estratégicos.

 

 

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