A valorização dos pontos gastronômicos fortalece, primeiramente, as tradições do Nordeste. Essa iniciativa trata, portanto, de preservar a memória, a identidade e o trabalho local. O apoio a esses empreendedores impulsiona, aliás, tanto a cultura quanto a economia. Ao valorizar quem cozinha, nós valorizamos, desse modo, o próprio território cearense. Essa conexão nasce, visto que, de um afeto profundo que vem desde a infância.
O impacto nas redes sociais gerou, consequentemente, resultados reais para os pequenos negócios. Um exemplo marcante é, de fato, o caso do Chico 60 no Conjunto Esperança. A venda de tripa de porco saltou, por exemplo, de 30 para mais de 100 quilos. Os conteúdos digitais alcançaram, assim, mais de 1 milhão de visualizações. Isso traz, por conseguinte, renda e reconhecimento para patrimônios vivos da nossa culinária.
As visitas percorrem, além disso, diversos bairros e municípios do interior. Paradas em locais como Quixeramobim e Acopiara revelam, então, saberes transmitidos entre gerações. O autor propõe, inclusive, reconhecer a panelada como patrimônio cultural do Ceará. Esse projeto é, visto que, um gesto político para afirmar a nossa identidade regional. A gastronomia é, finalmente, uma ferramenta capaz de transformar realidades e fortalecer comunidades.









