domingo, 19 de julho de 2026

PF e CGU deflagram Operação em seis municípios contra organização suspeita de fraudes em licitações 

Fotos: Reprodução
Fotos: Reprodução

 

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União no Ceará (CGU/CE), deflagrou na manhã desta quinta-feira (21/5) a Operação Kingdom.

A ofensiva tem como objetivo principal desarticular uma organização criminosa suspeita de fraudes licitatórias, desvios de verbas federais, corrupção e lavagem de dinheiro.

A operação mobilizou equipes para cumprir dezenas de ordens judiciais em diversas regiões do território cearense.

Os agentes cumprem 34 mandados de busca e apreensão nos municípios de Juazeiro do Norte, Jardim, Sobral, Barbalha, Aurora e Porteiras. Portanto, a Justiça determinou o afastamento imediato das funções públicas de dois agentes políticos atuantes no município de Jardim.

As medidas cautelares e as ordens de busca foram expedidas diretamente pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), devido ao envolvimento de verbas federais.

 

Modus operandi e empresas de fachada

As investigações apontam que o núcleo central da organização criminosa operava a partir do município de Jardim.

O grupo utilizava empresas com fortes indícios de fachada, valendo-se de vínculos familiares e de potenciais “laranjas” para direcionar contratos públicos e ocultar o dinheiro desviado.

Da mesma forma, os analistas da CGU identificaram cláusulas restritivas em editais de licitação, criadas especificamente para favorecer empresas previamente escolhidas pelo esquema.

Posteriormente ao recolhimento dos materiais, os peritos da PF e os técnicos da CGU iniciarão a análise dos documentos e mídias digitais apreendidos.

Atualmente, o foco das autoridades em 2026 está em rastrear a rota financeira dos valores desviados para garantir o ressarcimento aos cofres públicos.

A operação reforça a fiscalização rigorosa sobre a aplicação de recursos federais destinados a municípios do interior do Ceará, combatendo a impunidade na administração pública.

 

 

Segundo apurado, uma das empresas investigadas movimentou aproximadamente R$ 290 milhões, com suspeitas de participação em esquemas de lavagem de dinheiro e pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

As cinco empresas investigadas mantiveram contratos com mais de 30 municípios nos estados do Ceará, Pernambuco e Piauí, tendo recebido mais de R$ 15 milhões em recursos públicos federais e cerca de R$ 32 milhões de órgãos públicos.

Os investigados poderão responder, conforme suas condutas individuais, pelos crimes de organização criminosa, fraude à licitação, corrupção, lavagem de dinheiro, peculato e falsidade ideológica, entre outros delitos que seguem sob apuração.

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